ora-pro-nobis
"peréskia aculeata miller"
A
descoberta promete competir na mesa dos brasileiros levando vantagens,
em alguns aspéctos, na comparação com alimentos
conhecidos, como o milho
Segundo
o apicultor Nikolaos Argyrios Mitsiotis "as saladas feitas
com flores da peréskia (nome científico do ora-pro-nobis),
podem ser de dois valores nutritivos. Pode-se colher as flores,
de manhã, bem cedo. Desse modo, o pólen não
foi ainda coletado pelos insetos e, em cada flor podem ser colhidos
aproximadamente 20 miligramas, e 15-20 mg de néctar".
Nicolaos lembra que o pólen é quase proteína
pura, tornando o valor nutritivo da salada mais alto.
Cuidado
com espinhos
O néctar dessa flor confere um sabor levemente adocicado
sendo muito agradável ao paladar. Tempera-se a salada com
limão ou vinagre de maçãs. "Eu pessoalmente,
prefiro temperá-la com limão cravo e junto algumas
folhas de rúcula, por serem um tanto picantes", afirma
Nikolaos.
É preciso ter cuidado com os espinhos: "Segura-se
cada flor, por suas pétalas, e corta-se o óvário
da mesma, que é esférico e espinhento, e se aproveita
apenas pétalas, estames e pistilo", ensina Nikolaos.
Se as flores forem coletadas depois de serem exploradas pelos
insetos polinizadores, a salada será saborosa, porém
seu valor nutritívo um pouco inferior
Riqueza
em proteínas
Os
botões são consumidos crus ou ligeiramente refogados.
Um simples mergulhar na água fervente, com duração
de 20 a 30 segundos é suficiente.
Segundo
infome técnico da Universidade Federal de Viçosa
(1) (Prof. José Cambraia)
o ora-pro-nobis (pereskia aculleata Miller), é uma planta
da família das cactáceas cujas folhas podem ser
utilizadas não somente na alimentação humana,
como também animal.
Além
de não possuir nenhum princípio tóxico, é
extremamente rico em proteínas de boa qualidade. Análises
feitas em folhas do ora-pro-nobis mostraram que este vegetal possui
25% de proteinas, sendo alta a sua digestibilidade (85%). Além
de apresentar uma composição bem balanceada, apresenta
certos aminoácidos essenciais, em teores excepcionalmente
elevados, destacando-se a lisina, cujo teor no ora-pro-nobis foi
superior ao de vários alimentos tomados para comparação
- caso do milho híbrido, milho opaco, couve, alface e espinafre.
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