|
A
instalação do criadeiro da APACAME marca a conclusão
de um longo, cansativo e complexo trabalho "e início
de um processo que não tem data para terminar", como
diz Mitsiotis. O projeto só foi concretizado graças
ao esforço voluntário de dezenas de pessoas, entre
os quatrocentos associados: empréstimo de sítios nos
arredores de São Paulo, recursos obtidos através de
uma cooperativa e muito trabalho. De dezembro de 1981 a abril último
foram construídas, em sistema de mutirão, oitocentas
colméias - caixas de madeira do tamanho necessário
ao alojamento das famílias de abelhas - além de trezentos
cochos para alimentação artificial, trezentas tampas
de ventilação para o transporte das abelhas até
a ilha e 3 mil quadros, que são as molduras dos favos.
Depois
que a Marinha concordou em ceder a ilha - inclusive emprestando
seu barco que faz o abastecimento dos faróis -, os responsáveis
pela APACAME fizeram várias viagens, para reconhecimento
e preparação do local. Além da realização
de uma experiência de fecundação, foram semeadas
na ilha diversas variedades de planta apícola, boas fornecedoras
de néctar e pólen às abelhas e que, aliás,
já estão florescendo. Afora isso, foram distribuídos
mais de 20 Kg de sementes de hortaliças às famílias
dos caiçaras, com dupla finalidade: de contribuir para reforçar
a dieta dos habitantes - à base de peixe e de mandioca -
e ampliar o número de flores locais.
A
última ida à ilha ( antes da instalação
do criadeiro) teve como finalidade limpar o local escolhido, instalar
cavaletes para a colocação das colmeias e para evitar
o ataque de formigas. Enquanto isso, nos três apiários
de apoio, em São Paulo, desenvolvia-se o trabalho de formar
150 pequenas famílias, cada uma com uma princesa, filha de
rainha européia pura, e aproximadamente 2 mil operárias.
Paralelamente, uma dezena de famílias, também de raça
mansa, era estimulada artificialmente para produção
de zangões.
|